domingo, 21 de junho de 2015

The Legend of Zelda: A Cronologia da franquia

The Legend of Zelda: O início de sua épica aventura até suas linhas temporais. Conheça a cronologia[quase] definitiva da franquia.



Zelda é uma franquia diferenciada em comparação com outras vindas de sua própria Casa, a Nintendo. Diferente por exemplo de Mario e Pokémon, sua narrativa e consequentemente o seu enredo ganham destaque, visto que são estes motivos que alteram vilões, chefes e tecem toda a jogabilidade da franquia. Claro, é lógico que The Legend of Zelda possui algumas situações bastante clichês, como uma princesa em perigo, o mundo ameaçado, um vilão bastante poderoso e blábláblá... mas isso ganha um destaque e uma profundidade muito maior graças a cada história que cada um dos títulos lançados demonstrou. Como uma das pérolas de Miyamoto, Zelda hoje coleciona uma legião de fãs, diversos títulos lançados para as mais diversas plataformas da Nintendo e uma linha cronológica extremamente confusa, mas que consegue esclarecer pelo menos algumas coisas. E é justamente desta cronologia que abordaremos neste especial; sejam bem-vindos e preparem-se para uma verdadeira viagem (em todos os sentidos) para esclarecer um pouco toda esta aventura épica.

Antes de começarmos, vale avisar, algumas partes deverão possuir alguns spoilers sobre determinados enredos de games da série Zelda, então, se não está afim de descobrir de forma desavisada, preste bastante atenção... pare de ler aqui. Além disso, é necessário mencionar que todo o artigo é baseado em Hyrule Historia, o livro lançado pela Nintendo tratando de tudo sobre a franquia. Como neles ainda não estavam alinhados A Link Beetween Worlds, Triforce Heroes e o vindouro Zelda U é impossível alocá-los aqui até que a Nintendo solte pistas (ou que vocês, leitores decidam fazê-las) para compreender estas outras pontas que se tornaram soltas.




[Louca] Cronologia oficial [sem contar com A Link Between World e o próximo Zelda U].

Os Contos Antigos:


Bem, antes da divulgação do Hyrule Historia (o livro que contém a cronologia oficial) algumas opiniões sobre a cronologia da série já poderia ser pesquisada na internet. Muitos fãs conseguiram encontrar alguns vínculos que, tanto por parte da Nintendo quanto de seus produtores se mostravam óbvias. Em The Legend of Zelda: Ocarina of Time (64,3DS), na teoria em que muitos fãs acreditavam, havia uma ruptura temporal e duas linhas paralelas se formavam, ambas com Link vencendo Ganondorf na batalha final. Feito isso, uma destas linhas seguiria o enredo de Majora’s Mask (64) sequência direta de Ocarina e uma outra linha seguiria por outro destino. Se sabia também que The Wind Waker (GC, Wii U), Phantom Hourglass (NDS) e Spirit Tracks (NDS) se ligavam tanto historicamente quanto pelo seus gráficos em estilo cartunesco. Ainda assim, o último lançamento inédito, Skyward Sword (Wii) o próprio Miyamoto havia revelado que este seria o primeiro game da cronologia. Temos então alguns detalhes, pena que um desses está errado, o que ocasionou praticamente no erro completo da cronologia que os fãs tentavam descobrir.

Inicialmente, temos na cronologia oficial os chamados Contos Antigos, que pelo próprio nome diz, são os que derão origem ao que hoje é conhecido como o Universo de Hyrule. Temos primeiramente Skyward Sword (Wii), onde é explicado praticamente tudo sobre os frequentes renascimentos de Link, Zelda e Ganondorf (ou Demise, como quiser). Sendo assim, o passo inicial para a compreensão da franquia ocorre em Skyward Sword. Depois da suposta “morte” que nunca é eterna de Ganondorf (ou Demise), o Sacred Realm, local onde a Triforce é guardada é selado e o Reino de Hyrule finalmente se estabiliza. Eras se passam até que um deus maligno nasce, Vaati. Sendo assim, um novo herói de roupas verdes deveria surgir para aniquilar de vez o novo mal, e é este o enredo de Minish Cap (GBA), depois de derrotado e de toda a paz ter retornado em Hyrule, Vaati novamente é ressucitado, tendo sido derrotado novamente em Four Swords (GBA). Ambos os títulos se encontram na chamada Era da Força.

Ocarina of Time e a chave das linhas temporais:


Neste momento, algumas eras se passam, (coisas podem ter ocorrido e nós ainda não sabemos, talvez nem a Nintendo), ocorre a Guerra pela Unificação do Reino de Hyrule e eras depois um homem nasce na vila dos Gerudos, onde uma lenda diz que a cada 100 anos um bebê homem nasceria para governar toda a raça dos Gerudos (feitas exclusivamente de mulheres). Em outro canto de Hyrule, uma criança da vila Kokiri está predestinada a ser o salvador da pátria para todos os cidadãos e raças daquele continente. Esta é a premissa de Ocarina of Time (64, 3DS) talvez o mais importante títulos em termos de narrativa para a série.  Neste título, entra o conceito de Viagem no Tempo, algo já utilizado em outros games mas fundamental para o entendimento da franquia. Em determinado momento do enredo de Ocarina (quando Link retira a Master Sword do pedestal) ele adormece e só acorda sete anos depois, em um futuro sombrio onde Ganondorf (aquele bebê Gerudo e que possui uma forma demoníaca chamada Ganon)  conseguiu dominar a tudo, inclusive selando os Sete Sábios dentro de seus respectivos templos. Aliás, este sábios serão, em toda a franquia, ao menos mencionados ou vistos de alguma forma.

Nesta era, a chamada Era do Herói do Tempo (e o fim dos Chamados Contos Clássicos) realmente temos a divisão temporal proposta pelos fãs, uma aonde Link vencia Ganondorf com a ajuda dos Sete Sábios e retornava para o seu tempo de sete anos atrás e outra onde por ter dormido durante sete anos e nunca ter sido visto, os Sete Sábios decidem inundar todo o Reino para selar o Triforce e o mal que ela poderia causar se caísse em mãos erradas (vulgo Ganon). No entanto, a história não para aqui, e este foi o grande erro dos fãs, pois ao invés de duas linhas, existem três linhas temporais, a outra, nunca imaginada por fãs, se originou da premissa que Link não conseguiu derrotar Ganondorf na Batalha Final. Como eu nunca tinha pensado nisto antes?

Contos Clássicos:


Na primeira linha temporal, chamada de Contos Clássicos, infelizmente, Link não conseguiu ter forças o suficiente para derrotar Ganondorf e foi morto pelo vilão. Ganon então conseguiu obter a Triforce, o símbolo supremo de poder da franquia, o que fez com que os Sete Sábios, sem opções selassem tanto a Triforce quanto Ganondorf no Sacred Realm. Devido a maldade de Ganondorf e outros vilões, que ambicionam o poder da Triforce, os Sete Sábios novamente não tem novas alternativas e decidem desta vez selar o próprio Sacred Realm. Devido a toda a maldade em seu interior, o Sacred Realm se transforma em Dark World e uma nova guerra começa, a Guerra do Aprisionamento, que pode ser vista no primeiro game a seguir esta cronologia, A Link to the Past (SNES). Logo após os eventos do título de SNES, Link consegue vencer e desfazer completamente a burrada feita pelo Link de Ocarina of Time e salva o Reino de Hyrule. Contudo, como Ganondorf reencarna em diversas eras, novamente ele retorna em Oracle of Seasons e Oracle of Ages (GBA e sem diferenciação histórica). Para fechar esta era, chamada de Era da Luz e das Trevas temos ainda Link’s Awakening (GB). Por fim, nesta sequência cronológica temos os dois primeiros títulos da franquia Zelda lançados, The Legend of Zelda (NES) e Adventure of Link (NES). Estes dois últimos encerram esta sequência com a Era do Declínio.

Contos Infantis:


Na segunda linha temporal, chamada de Contos Infantis, temos a derrota de Ganondorf pelas mãos de Link e o seu retorno devido a Ocarina of Time para o seu tempo, quando ele ainda era uma criança. Com isso, Link pode avisar que Ganondorf faria mal ao Reino quando Zelda ainda tinha chances, o que ocasionou a execução do Príncipe dos Ladrões. Neste meio tempo, Navi, a fada irritante e companheira em Ocarina desaparece e Link é transportado para um outro mundo, um universo paralelo de Hyrule chamado de Termina, onde um demônio que existe em uma máscara, chamada de Máscara de Majora se apossou de um garoto e está fazendo com que a Lua se aproxime cada vez mais da Terra até colidir com o continente de Termina. Com os visuais sombrios, Majora’s Mask (64) já era vista como uma sequencia direta de Ocarina, então, não foi muito difícil saber o seu lugar na linha do tempo. Eras se passam e Hyrule acaba sendo invadida pelo Reino das Sombras, e cabe a Link não permitir que isto aconteça. Com a ajuda da Princesa do Twilight Realm, Midna, Link deve combater a invasão das sombras, o que é o enredo de Twilight Princess (GC e Wii), entrando assim na Era do Crepúsculo. Por fim, para encerrar esta linha temporal, temos Four Swords Adventures (DS), onde tanto Ganondorf quanto Vaati reencarnam e renascem ao mesmo tempo, na chamada Era das Sombras.

Contos Adultos:


Na última linha a ser mencionada, temos os Contos Adultos. Nesta sequência, o futuro de Hyrule logo depois dos acontecimentos de Ocarina fica sem um herói do tempo (já que Zelda o manda novamente para o passado e ele volta a ser criança, criando assim a segunda linha temporal).  Com isso, Ganondorf, que retorna tempos depois não possui nenhum rival para o deter, fazendo com que os Sete Sábios de Hyrule tivessem como alternativa inundar todo o Reino (ao melhor estilo Dilúvio de Noé). Esta era, a Era sem Herói foi a premissa para os acontecimentos da época seguinte, a Era do Grande Mar. Graças ao dilúvio provocado, grande parte das áreas de Hyrule foram inundadas e as poucas terras disponíveis eram anteriormente picos das mais altas montanhas. O povo passou a viver normalmente sua vida, a não ser uma das diversas ilhas do Grande Mar, onde as crianças se vestiam de verde para esperar um herói que um dia retornaria. Tudo isto ocorre em The Wind Waker (GC e Wii U), onde Ganondorf novamente retorna para atazanar a vida de Link e Zelda. Seguindo esta linha do tempo, temos a Era da Grande Viagem, se passando em Phantom Houglass (NDS) (o título que tem menos nexo com a história) onde após a sua jornada, Link e Zelda acham um novo continente e fundam o novo Reino de Hyrule, o que dá a premissa para a seguinte era, a Era do Renascimento de Hyrule, onde a família real Hyruliana retorna ao seu posto de família real, mas que desta vez, não é nem Ganondorf e nem Vaati, e sim um novo mal que aparece querendo dominar o corpo de Zelda, o Rei Malvado Malladus, que em teoria também possui aspectos demoníacos assim como os antagonistas anteriores.

Sendo assim, excluindo algumas partes (como por exemplo o título mais sombrio e o mais realista graficamente falando serem na linha Infantil enquanto que todos os cartunescos se referem a linha Adulta) ou alguns erros que possam ter ocorrido nas linhas temporais, é fato que ela não está completamente cheia, visto que existem eras que ainda não foram vistas por games da franquia, e com os novos títulos, poderíamos ter uma nova ramificação em algum lugar ou novas explicações para as atuais. Agora, é esperar por uma edição mais atualizada para ver onde a Link Between World, título exclusivo do 3DS, e o vindouro Zelda U, apresentado nesta E3 irao se encaixar nesta cronologia pra lá de complicada - mas que ficou um pouco menos complicada.
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